02/05/2008
fragmentos [...]
15/03/2008
Transitando pelo Estresse
Revoltei-me ontem. Impossível se locomover numa cidade que você demorar de 30 a 40 minutos para percorrer 100 metros. Isso se traduziaria a uma velocidade alucinante de 200m/h. Uhuoooooooooooooo que adrenalina. Uma lesma conversando com uma tartaruga diria:
- Que entediante essas vias paulistas, né?
- Né!!!! Daria meia hora de vantagem para eles numa corrida. Responderia a tartaruga perplexa.
E eu bobo que não sou, não apostaria.
Vai outro fato: Se os 6 milhões de veículos emplacados na cidade de São Paulo formassem uma linha imaginária, poderiamos percorrer com os olhos o Oceano atlântico, atravessar a Áfria, a Ásia e passar do Japão. Se não fosse castrastrófico seria grandioso. E se não bastasse, são emplacados diariamente 800 carros. Seriam aproximadamente 300 mil carros por ano. É assustador.
Medidas como o rodízio e incentivo a utilização dos transportes públicos (piada né?) não são nem de longe a solução do problema. Estuda-se então, a restrição de dois dias no rodízio. Será que isso diminuíria o número de carros, é alguma mágica? Capaz de que como os paulistanos são preguiçosos e "malandros" comprariam outro carro só pra fugir do rodízio.
Outra idéia em pauta é criação de pedágios nas principais vias e com a arrecadação se investiria no metrô (com que inteção a CPMF foi criada? Qual foi sua real utilização? O que fazem com o dinheiro do IPVA? ). Concordo com idéia, desde que esse dinheiro seja investido realmente no metrô, mas ai "é que são elas". Interesses próprios prejudicam interesses coletivos.
Outra coisa notável é inutilidade que os bancos de passageiros ganham em São Paulo. Carros com lotações máximas de uma pessoa. Vejam só, 2 carros transportariam o que hoje normalmente 10 carros transportam.
Eu que estou tirando minha carta repensei bem e acabei comprando uma bicicleta. Então no dia em que a "terra" parar eu passarei rindo pelos rostos estressados.
13/03/2008
A união faz a força
Quando Gutemberg no século XV revolucionou o mundo com sua invenção que permitiria, de certa maneira, a massificação do livros, não poderia imaginar como caminharia a informação no séculos seguintes.
Passaram-se os Iluministas, outros tantos pensadores, invenções, a descoberta da energia. Para finalmente no século XX a inveção da televisão. ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
Muitos apostariam a época que tal aparelho seria apenas mais um dentre tantos que a sede de guerra proporcionava. Perderiam a aposta e ficariam perplexos com a importância que a TV ganhou hoje.
A TV ocupa espaços em todos os meio de comunicação. Desde revistinhas semanais de fofoca até mesmo a rede mundial de computadores, ou simplemente internet. Sites apresentam reprises e conteúdo exclusivos para que os sem-tempo e os aficcionados consiguam assistir seus programas preferidos a hora que bem entenderem e manter-se assim "atualizados" para os bate papos nas rodinha de bar.
Aliais uma coisa que a TV afastou é o dialógo. Pessoas passam horas olhando para um cubo luminoso quietos, tentando antecipar o previsível beijo do galâ na última cena da novela.
Igualmente previsível são os filmes. Era uma vez uma felicidade, interrepondida por algum motivo extraordinário e finalmente resolvido por um belo héroi. Patético.
E não para por ai. Deram para inventar os tais Rialites Xous. Uma casa cercada de luxo e pessoas vazias, que conversam sobre assuntos vagos, prendendo a atenção de pessoa fúteis. Deprimente.
Em um país em que milhares de as pessoas já foram a ruas para exigir o fim da ditadura(?), hoje se vê estampando nas capas do jornais sanguessugas-de-ignorante manchetes como: Jozezinho é eliminado do PPP com 63 milhões e cacetada de votos. CARALHO. A população de Portugal é estimada em 10 milhões.
Uni-vos brasileiros e eliminemos o bobão do PPP.
É realmente a união faz a força. Faz a força de uma país ignorante.
Para os desinformados, PPP quer dizer "Puta Programa Patético".
04/03/2008
Goteajudando
E então começou a chover. Caía mansa e tranquilamente serena, divertia as almas em que encostava. Com a intensidade que ia ganhando afastava alguns poucos receiosos e animava os outros tantos, que a essa hora, já ensopados, pulavam felizes.
Logo que perceberam a contagiante alegria que a chuva trazia àquelas almas, os antes receiosos agora até gritavam, chutavam e se jogavam nas enormes poças que se formavam não resistindo a nova sensação.
Uns descreviam que conseguiam ouvir cada e exclusiva gota, em seus mínimos detalhes, cada vez que ganhavam o chão. Outros juravam que todas caim diferentes, em consequência da recente habilidade adquirida, não se sabe como, nem até quando, mas seus olhos agora passaram a transformar o tudo em vagaroso. As gotas variavam na forma, na direção e se mesmo assim, se insistissem em assemelhar-se, os olhos que as viam eram diferentes.
Uns ouviam-nas altas, outros continuamente longas, alguns rasteiramente baixa, outros apenas contente. E foram assim até clarear de imenso colorido o céu arco íris.
E isso apenas porque choveu!!
03/03/2008
Enxergargerado
- Olha para aquela nuvem...
- Ahnn! o que tem?
- O que tem? Você não enxerga?
- Sim, claro. Você acha que vai chover?
- Não é isso. Você realmente não enxerga?
- Não sei o que você quer que eu veja.
- Não quero que você veja, quero que você enxergue...
E então o sol se pôs lentamente no silêncio do diálogo.
28/02/2008
..à uma amiga!!!
É normal.
Todos adoramos o costume. Eu mesmo, não nego. Gosto de como as coisas são.
Dia após dias.
Família, trabalho e rotineiras ocasiões. O meu caderno em cima da mesa, ao lado de papéis que costumeiramente prometo me desfazer.
Rotina.
Acordar cedo. Aquela conversa rasteira. Maneira. Aquele sorriso de tão comum parece-se forçado, mas não. É só o costume.
O caminhar de tanto visto, parece igual metro a metro. Na verdade muda um pouco sim, aquele tijolo, cimento e aquela árvore, ou estavam diferentes ou não estavam ali.
Mas quando mudou?
Por que não percebi?
Gosto do velho ou tenho medo do novo?
WM
Dom Casmurro - Machado de Assis
"Corri, ao meu quarto, peguei os livros, mas não passei à sala da lição; sentei-me na cama, recordando o penteado e o resto. Tinha estremeções, tinha uns esquecimentos em que perdia a consciência de mim e das cousas que me rodeavam, para viver não sei onde nem como. E tornava a mim, e via a cama, as paredes, os livros, o chão, ouvia alugm som de fora, vago, próximo ou remoto, e logo perdia tudo para sentir somente os beiços de..."
27/02/2008
...ao encontro
Como caminhar não é escrever e vice-versa, explico.
Querer eu quero; poder, todos podemos, mas fazê-lo faz-se exótico, principalmente se você estar cercado, encadeirado, computadorizado e preso a um relógio.
Andar sem destino magnifíca qualquer pessoa. Areja seus caminhos mentais e físicos. Abre espaço para a descontração, improvisação e emoção.
Explicada a relação.
Faços dos passos, as letras; das ruas, as frases e de deste texto, o caminho.
Me perdi, afinal, como volto agora?
26/02/2008
Silenciontem
Depois que desci as escadas - longas por sinal do tempo - comecei a ouvir. De fato, quase nada.
Cheguei os ouvidos, com o esquerdo mais próximo, de onde creio que vinha o som.
Era alto e contínuo, mas o ouvi brevemente surdo. Exergava com simultaneidade incrível. Com cores antes nunca tentadas, não feitas por algum nenhum gênio.
Foram aproximadamente dez minutos (mas o que é o tempo, senão uma concepção entre espaço e tempo?). Ali o espaço ganhava kilometros e tempo séculos.
Todos os tons e formas desfilavam dançando, dando ao misto de som, tempo, espaço e imagem, uma sensação inenarrável, que um vídeo tentou registrar. Falha tentativa. Foto. Falha tentativa. Áudio. Falho.
Silêncio...
mesmo quieto; incanssável.
Há de existir em algum espaço/tempo algo que consiga registrar o que a mente teima em reinventar.
