12/06/2008
Comercial ou Sentimental?
A exemplo do dia das mães, do dia dos pais, da páscoa, natal e etc. e tal, mais uma data a ser comemorada. Mas, mais que isso! mais uma data para comprar, gastar, faturar, lucrar. É isso ae, vamos fazer o país crescer!
Claro, muitas pessoas ainda vêem um charme nessa data, crêem que seja significativa. Não serei eu o irresponsável a dizer que não há importância: poww que valor tem uma mãe? um pai? a religião (pros que acreditam)? e uma namorada(o)? Muito valor.
Tanto valor, que falo a minha mãe que a amo no dia 7 de janeiro, ou 30 de setembro. Enquanto namorava, demonstrava o que sentia na hora que sentia, fosse de madrugada ou no meio de uma conversa séria.
Pense bem, escolher um dia no mês para homenagiar algo ou alguem é bem vantajoso. Escolhe-se a data a ser comemorada (de preferência de comoção nacional), depois um mês que o comércio não tem nenhum estímulo e pronto, criam-se as data comemorativas. Talvez se não fossem tão comerciais, poderia realmente comemorar, porém...
Deixando isso um pouco de lado, estava pensando: Porque eu SOU alguns dos que hoje não tem um motivo "espacial para comemorar"?
Talvez seja porque não procurO a mesmice, talvez porque eu seja mais um daqueles românticos que criam perfis da pessoa que busco. Na verdade não sei se busco exatamente o que irei descrever ou se repudio o contrário.
Enfim, queria uma pessoa se sentasse na grama, mas que não procurasse assustada as formigas ou algo que possa sujar o short novo. Que conseguisse ao sentar e tirar os sapatos, sentir realmente a gélida-grama, refrescar-se.
Que preferisse um bom papo ao invés de uma boa balada, que se importe com os problemas do mundo e que fizesse piadas de humor negro, de preferência bem más.
Que ouvisse Led, Chico ou qualquer MÚSICA, ao invés de hits do verão em plena temporada de melancia atoladinha.
Um menina-mulher que nos fizesse engraçados e bobos ao mesmo tempo. Que olhasse no horizonte e imaginasse um oceano límpido mesmo numa tarde cinza-triste, esperando algum trem lotado.
Que me fizesse mudar de idéia, ter idéias e copiá-las. Que me fizesse ser criança-adolescente, ser confuso e conciso. Procuro alguem pra poder chorar, aprender, ensinar. Alguem para caminhar sem traçar, olhar sem se reter as linhas. Uma pessoa que inventasse suas próprias cores e formas.
Essa garota não precisa ser nem tão bonita, pois afinal, com tantas qualidades eu estaria rapidamente apaixonado e embrigado por ela. O duro é saber se tal raridade iria querer um chato-exigente do meu naipe...
Parabêns aos que acreditam e aos que não acreditam também. Prefira acreditar na paixão. O amor é chato e acontece uma vez.
A paixão acontece várias vezes por dia, durante vários anos e, dependendo da sua intesidade, "para sempre".
VIVA A PAIXÃO!
06/06/2008
A mala ventando!
Ir para aquele lugar distante talvez fosse uma novidade nunca experimentada na vida dele. Uma vida sem supresas e maiores motivos. Mas agora era novo! sublimemente novo. Que ar puro, dizia experimentando o mesmo de todos os dias. Que dia mais azul, até mais acizentado que tantos outros. Era a novidade.
Comprou o bilhete. Destino? Uma cidadeo perdida na poeira, Carsaloos. Olhou a velha estação com seus trilhos enferrujados de histórias velhas e novas, que talvez foram e serão mais audaciosas que a dele.
E ele já nem ligava para isso. Havia sido promovido a pouco para um alto cargo do departamento administravido, talvez até o o máximo possível naquela fábrica. Um cargo de prestígio e alta remuneração.
Sentou ao lado de uma senhora que lia seu jornal, e pode reparar que a data do jornal era de vinte anos antes.O que estaria essa mulher lendo um jornal de vinte anos atrás? Expulsou esse pensamento e procurou outro fato para contemplar. Que casal mais apaixonado! Que pombo mais sujo (tinha odio à pombos)!
Tantas cenas que enxergava, todas juntas e entrelaçadas correndo trocepeçantes umas nas outras. Realmente era algo magnífico! Barulhento!
Enxergou no alto do morro luzes vindo em sua direção. Quando voltou o olho para se preparar para ficar ancioso, enchergara uma bela e imponente mala, ao que parece totalmente esquecida e despercebida. O trem vindo. Correu o pescoço para direita, esquerda a espreitar se encontrava outro olhar. A mala parecia invisível ninguem a notava.
Levantou com o mínimo de movimento possível, com o máximo de barulho que imaginou e foi em sua direção. O trem vindo. Chegou a dez metros do que tanto o pertubou. O que aquela mala tão galeante estava fazendo abandonada? Procurou navamente os curisoso. Até ele parecia invisível agora.
O trem barulhando. Cinco metros. A luz ofuscante. A mala ventando. Um metro. O trem encostado. O fiscal chamando. O apito do trem. A mão na mala. As costas do trem.
Enfim uma direção diferente; prefiriu amá-la!
2c
28/05/2008
O homem é o lobo do homem
Dois filmes e a mesma reflexão: quais são os verdadeiros valores humanos? Do que o seres humanos são capazes?
Um dos filmes, é daqueles que você só conseguirá assistir em uma madrugada imprevista. Daqueles filmes que você nunca ouviu falar e que provavelmente não estão no catálogo das locadoras, chama-se Extermínio.
A história não é nada inovadora: macacos contaminados entram em contato com os seres humanos e espalham um vírus mortal, que não mata o ser humano de início, mas o transforma em uma espécie de zumbi, bem a là Eu sou a lenda e Residente Evil.
Porém, o que me chamou a atenção nesse filme não foram as cenas de lutas e ou a busca desesperada e incessante pela cura (o que nesse filme nem chega a acontecer), mas sim a falta de caráter e valores mostrado pelas personagens em determinada parte do filme, principalmente quando se aproxima do desfecho final.
Quando um grupo de 2 mulheres e 1 homem encontram uma base do exercíto percebem que não estão tão seguros quanto imaginaram a principio. Egoísmo, falta de senso humano e uma espécie de "canibalismo" tomam conta do ambiente. O comandante do grupo diz em certo momento: "Que futuro terão 10 homens aqui? Nenhum, nossa única esperança são as mulheres; prometi isso a meus homens." Depois disso princípia uma discussão onde um dos soldados, chamado de "filósofo" pelos outros, diz: "Estamos nos matando ao invés de nos ajudarmos, essa situação está fora de controle, fora do normal". O comandante retruca: "Nós nos matamos desde que existimos, nos matávamos a 4 semanas, quando não havia o vírus, nos matamos agora e tudo está como antes, normal." E ai está a chave da minha reflexão.
Agora o outro filme.
No blog que escrevo juntamente com outros amigos sobre filmes, já fiz um cometário sobre este filme. Chama-se Dogville.
Uma cidade pequena e esquecida recebe a visita de uma garota foragida. Aproveitando a necessidade que a moça tem em ficar escondida, todos tiram proveito do serviços "que não precisam ser feitos" que a moça se disponhe a fazer.
Mas ao passar do tempo esses serviços viram uma obrigação e as pessoas começam a exigir mais e mais de Grace (esse é o nome da garota). Ela se torna escrava dessas "humildes" pessoas que dizem que precisam compensar o risco de manté-la refugiada na cidade.
Desenrola-se então, estupros, mentiras, ameaças, arrogância e todos esse e outros defeitos já consagradamente humanos. Com um final apoteótico o filme faz uma crítica ácida aos valores camuflados dos seres humanos.
Daí surgiu minha reflexão: A alma humana desnuda, com suas maldades, com suas atitudes anti-éticas, traria uma repugnação geral? O ser humano conseguiria viver com a verdade absoluta? Suportariam as fraquezas dos outros?
Dúvido muito, esse mundo de mentira extracorporal é uma bolha de proteção, porém, da qual não nos privamos do julgamento de nossa própria conciência. Afinal, quem conhece nossas depravações e defeitos melhor que nós mesmos? Vivemos então de mentiras e hipocrisias realçadas quando apontamos os defeitos dos outros, quando na verdade então mais presentes em nos mesmo do que em um terceiro.
Você sempre soube disso, só não falou a verdade a si mesmo.
12/05/2008
Meu trabalho é honesto e o seu?
O que é ser honesto?
De acordo com um dicionário qualquer que achei aqui:
ho.nes.to adj 1) honrado. 2) Digno de confiança. 3) Justo, escrupuloso. 4) Decente, decoroso. 5) Casto, recatado.
Mas isso ainda diz pouco.
Diria mais, ser honesto é um estilo de vida, uma qualidade rara em um mundo dominado por interesses individuais.
Você já furou uma fila?
Você nunca passou num farol vermelho?
Não, ser honesto não é atender essas perguntas e respeitar as leis humanas. Ser honesto é viver de acordo com sua conciência aliada a uma tentiva, de não só não prejudicar o próximo, mas na medida do possível ajudá-lo também.
Enfim, uma imagem vale mais que mil palavras*
*Todos os provérbios são Chineses????
A idéia de desenhar em nessas ferramentas de trabalho é de Mundano
06/05/2008
fragmentos2 [...]
Era tamanha a novidade que procurou gravar todos os cantos em sua memôria. Teias, ângulos tortos e reboques feitos ao relaxo aumentavam seu tedioso dia. Por fim, numa atitulde pouco comum, deixou o lugar para tragar um pouco de ar puro. O frio balançava seu corpo e a cada rajada de vento seus dentes tremitavam, para algum ouvido mais aguçado até poderiam soar como música.
Enfim acabou a tormenta!
02/05/2008
fragmentos [...]
15/03/2008
Transitando pelo Estresse
Revoltei-me ontem. Impossível se locomover numa cidade que você demorar de 30 a 40 minutos para percorrer 100 metros. Isso se traduziaria a uma velocidade alucinante de 200m/h. Uhuoooooooooooooo que adrenalina. Uma lesma conversando com uma tartaruga diria:
- Que entediante essas vias paulistas, né?
- Né!!!! Daria meia hora de vantagem para eles numa corrida. Responderia a tartaruga perplexa.
E eu bobo que não sou, não apostaria.
Vai outro fato: Se os 6 milhões de veículos emplacados na cidade de São Paulo formassem uma linha imaginária, poderiamos percorrer com os olhos o Oceano atlântico, atravessar a Áfria, a Ásia e passar do Japão. Se não fosse castrastrófico seria grandioso. E se não bastasse, são emplacados diariamente 800 carros. Seriam aproximadamente 300 mil carros por ano. É assustador.
Medidas como o rodízio e incentivo a utilização dos transportes públicos (piada né?) não são nem de longe a solução do problema. Estuda-se então, a restrição de dois dias no rodízio. Será que isso diminuíria o número de carros, é alguma mágica? Capaz de que como os paulistanos são preguiçosos e "malandros" comprariam outro carro só pra fugir do rodízio.
Outra idéia em pauta é criação de pedágios nas principais vias e com a arrecadação se investiria no metrô (com que inteção a CPMF foi criada? Qual foi sua real utilização? O que fazem com o dinheiro do IPVA? ). Concordo com idéia, desde que esse dinheiro seja investido realmente no metrô, mas ai "é que são elas". Interesses próprios prejudicam interesses coletivos.
Outra coisa notável é inutilidade que os bancos de passageiros ganham em São Paulo. Carros com lotações máximas de uma pessoa. Vejam só, 2 carros transportariam o que hoje normalmente 10 carros transportam.
Eu que estou tirando minha carta repensei bem e acabei comprando uma bicicleta. Então no dia em que a "terra" parar eu passarei rindo pelos rostos estressados.
13/03/2008
A união faz a força
Quando Gutemberg no século XV revolucionou o mundo com sua invenção que permitiria, de certa maneira, a massificação do livros, não poderia imaginar como caminharia a informação no séculos seguintes.
Passaram-se os Iluministas, outros tantos pensadores, invenções, a descoberta da energia. Para finalmente no século XX a inveção da televisão. ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh.
Muitos apostariam a época que tal aparelho seria apenas mais um dentre tantos que a sede de guerra proporcionava. Perderiam a aposta e ficariam perplexos com a importância que a TV ganhou hoje.
A TV ocupa espaços em todos os meio de comunicação. Desde revistinhas semanais de fofoca até mesmo a rede mundial de computadores, ou simplemente internet. Sites apresentam reprises e conteúdo exclusivos para que os sem-tempo e os aficcionados consiguam assistir seus programas preferidos a hora que bem entenderem e manter-se assim "atualizados" para os bate papos nas rodinha de bar.
Aliais uma coisa que a TV afastou é o dialógo. Pessoas passam horas olhando para um cubo luminoso quietos, tentando antecipar o previsível beijo do galâ na última cena da novela.
Igualmente previsível são os filmes. Era uma vez uma felicidade, interrepondida por algum motivo extraordinário e finalmente resolvido por um belo héroi. Patético.
E não para por ai. Deram para inventar os tais Rialites Xous. Uma casa cercada de luxo e pessoas vazias, que conversam sobre assuntos vagos, prendendo a atenção de pessoa fúteis. Deprimente.
Em um país em que milhares de as pessoas já foram a ruas para exigir o fim da ditadura(?), hoje se vê estampando nas capas do jornais sanguessugas-de-ignorante manchetes como: Jozezinho é eliminado do PPP com 63 milhões e cacetada de votos. CARALHO. A população de Portugal é estimada em 10 milhões.
Uni-vos brasileiros e eliminemos o bobão do PPP.
É realmente a união faz a força. Faz a força de uma país ignorante.
Para os desinformados, PPP quer dizer "Puta Programa Patético".
04/03/2008
Goteajudando
E então começou a chover. Caía mansa e tranquilamente serena, divertia as almas em que encostava. Com a intensidade que ia ganhando afastava alguns poucos receiosos e animava os outros tantos, que a essa hora, já ensopados, pulavam felizes.
Logo que perceberam a contagiante alegria que a chuva trazia àquelas almas, os antes receiosos agora até gritavam, chutavam e se jogavam nas enormes poças que se formavam não resistindo a nova sensação.
Uns descreviam que conseguiam ouvir cada e exclusiva gota, em seus mínimos detalhes, cada vez que ganhavam o chão. Outros juravam que todas caim diferentes, em consequência da recente habilidade adquirida, não se sabe como, nem até quando, mas seus olhos agora passaram a transformar o tudo em vagaroso. As gotas variavam na forma, na direção e se mesmo assim, se insistissem em assemelhar-se, os olhos que as viam eram diferentes.
Uns ouviam-nas altas, outros continuamente longas, alguns rasteiramente baixa, outros apenas contente. E foram assim até clarear de imenso colorido o céu arco íris.
E isso apenas porque choveu!!
03/03/2008
Enxergargerado
- Olha para aquela nuvem...
- Ahnn! o que tem?
- O que tem? Você não enxerga?
- Sim, claro. Você acha que vai chover?
- Não é isso. Você realmente não enxerga?
- Não sei o que você quer que eu veja.
- Não quero que você veja, quero que você enxergue...
E então o sol se pôs lentamente no silêncio do diálogo.