23/07/2008

Tribunaltural

Diante ao abismo olhei para o céu
A nuvem cinza encobria a branca
De mero mortal passei a réu
Minha tv, meu banho quente e toda a merda que fiz
Desde a energia até o simples chafariz
Me colocam num tribuanal sem defesa

Mas consegui um habeas corpus
Num mundo recheado de semi-mortos:
Depressivos, aficcionados e tarados.
Todos de mãos dadas separadas
E juntos em seus umbigos isolados

Me julguem se puder
Me julguem se puder
Não você
Ele, o mundo que destruo
Me condena em um segundo

O julgamento anda rápido
Tanto que já providenciei minhas passagens
Parto agora mesmo sem bagagem
Pois lá serei Rei
Não haverá tristeza
Se lá existir minha lei
E não essa da tal mãe natureza

"E fim de papo"

8 comentários:

Rebecca disse...

Não acrescentei melancolia... mas ainda vale!

Adorei o que escreve, adorei os títulos que dá.

Faz pensar, e me faz bem, já que só sei fazer isso.

E ainda dizem que não basta!

Aiai...

Rebecca disse...

e fracassado nada... adorei o acompanhamento!


fez-se natural feito vento.

(agora sim: um fracasso!)

Vinha disse...

Quem sou eu para julgar?!

Compre a minha passagem!

bjos!!

Rebecca disse...

Claro que pode! Vou te adicionar na minha lista também! :)


Minha profissão é digna de muitas interpretações, eu diria...

beijos.

teca disse...

Nossa... sem palavras.. curti mto esse texto!
Tinha lido ontem já, mas não tava com cabeça pra pensar... hj consegui entender melhor rsrsrs!!

mto bom! =D



beeeeijo

disse...

Que consciente o texto! Gostei muito. Vou olhar depois, com mais calma, outros posts.

E adorei o à la Dercy. kkkkkkkkkkk.

Bjs, moço.

Mr. Ziggy disse...

Me lembro de uma passagem bíblica, em que Cristo fala as pessoas para que, antes de querer tirar o cisco do olho do próximo, o sujeito deveria se atentar à trave que tinha diante dos olhos. É exatamente essa cegueira cruel que conduz o homem ao lugar da alienação, e poucos têm a sensibilidade de se atentar pra isso. E é uma lástica que muitos destes sejam atingidos por sentimentos ruins e, em meio ao despero, acabam achando que a morte é a melhor saída. Será que é?

Interessantes, teus versos! Abraço!

[P] disse...

Melhor mesmo partir para um lugar onde não haja julgamentos...

Beijo pro'cê.

ps: fui sim, mas estou de volta.